segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Técnicas e Práticas - Coloração de lâminas permanentes

As secções feitas à mão livre ou em micrótomo podem ser coradas em apenas um corante, em dois (dupla coloração) ou em três (tripla coloração). 
Na aula prática de histologia vegetal fizemos duas colorações(1): 

1ª Coloração: Dupla coloração, onde imergimos as lâminas no azul de toluidina por 3 minutos. As lâminas foram lavadas, para retirar todo o excesso da toluidina e em seguida foram imersas novamente no azul de toluidina por 5 minutos, lavadas e então para finalizar foram imersas na fucsina báscia por 20 segundos. As lâminas foram lavadas e sobrepostas na placa de aquecimento para secagem.


Fig.1 - À esquerda, azul de toluidina, e à direita a fucsina básica.
Fonte: Arquivo pessoal.
                     
Fig. 2 - Lâminas coradas e sobrepostas na placa de aquecimento para secagem.
Fonte: Arquivo pessoal.
2ª Coloração: Após todo o procedimento da microtomia em um bloquinho de gramínea, fizemos a coloração dos cortes com azul de toluidina 0,05%, onde as lâminas foram imersas por 2 minutos. Seguiu-se o mesmo procedimento de lavagem e secagem da 1ª coloração.
Fig.4 - Processo de secagem.
Fonte: ARquivo pessoal.
Fig.3 - Lâminas imersas no azul de toluidina
Fonte: Arquivo pessoal.
Fig.5 - Lâminas completamente secas e devidamente coradas.
Fonte: Arquivo pessoal.

Após finalizado o processo de secagem as lâminas estão prontas para serem montadas com "Entellan". É colocado apenas uma gota de entellan sobre o corte e, com cuidado para não formar bolhas, coloca-se a lamínula por cima e deixa-se secar.

Fig.6 - Lâminas secando após finalizar o processo de montagem com entellan.
Fonte: Arquivo pessoal.
No final deste processo é possível visualizar a amostra no microscópio óptico, onde podemos observar a epiderme adaxial/abaxial, parênquimas, estômatos, tricoma, xilema e floema, conforme as imagens abaixo.



Fig.8 - Lâmina de gramínea, onde está visível o tricoma, na 
ponta do risco rosa.
Fonte: Arquivo pessoal.

Fig.7 - Lâmina de gramínea, onde estão visíveis
a epiderme adaxial/abaxial, parênquima, estômatos,

xilema e floema.

Fonte: Arquivo pessoal.




















Referências:
1. SOUZA, Luiz Antonio de et al. Morfologia & Anatomia Vegetal - Técnicas e Práticas; Parte I, pág 28; 2005.

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